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O avanço Bacurau pra cima da má política vieirense



A política é vista como algo sujo, onde se amontoam ladrões do dinheiro público. É de se perguntar o motivo de tantos políticos existirem, e em igualdade tantos problemas não serem solucionados, ou o motivo de tanto dinheiro que os trabalhadores pagam com seus impostos não estarem servindo pra nada. De base, é de se analisar, que para a política funcionar, tem de se fazer ela como manda a teoria, como manda a lei, e como manda as obrigações. Ou seja, ser levada a sério por pessoas sérias.

Em cidades pequenas não se determinam planos econômicos nem leis nacionais, um dos problemas da política municipal é sem sobra de dúvidas o adormecimento político, pior ainda quando o adormecimento é de conservadores retrógrados, aqueles que pensam que político é patrão e não funcionário público. O pior adormecimento é quando não existe uma oposição tanto por parte dos grupos políticos quanto por parte da população.

Em Marcelino Vieira não é difícil fazer prognósticos reais da nossa política municipal, muito mesmo perceber a essência realística que domina os poderes da nossa cidade. Poderes? Mas poderes indica a ação de poder fazer acontecer, de poder mudar, de poder realizar. É nítido que a única coisa que se pode é jogar seus impostos pra sustentar pessoas que brincam de fazer política, ou melhor, brincam com a política. 

Sem nenhuma pretensão partidária, podemos perceber o surgimento de uma oposição que há tempos colocavam as pontas dos pés pra fora, mas nunca tinham grandes espaços. Nas ultimas eleições com o avanço da internet, com o avanço das mídias independentes e com o avanço da mentalidade popular, pode se ver uma revolução oposicionista na pequena cidade potiguar. 

Uma boa oposição não é aquela que se opõem apenas ao grupo situacionista, e sim, aquela que se opõe a má política, a política de brincadeira, que se opõe a quem finge ser político. Uma das dificuldades que se tem é combater as sanguessugas da política. Aqueles que não tiveram uma carreira profissional promissora, ou que almejam status (mesmo que pareça idiota, mas existe quem ver status em ser político), a única forma plausível para esse tipo de ser humano é se infiltrar em grupos e organizações políticas e deles sobreviverem ou se satisfazerem. 

Pra quem tem condições financeiras basta dar grãos de pão que os pássaros caem em cima, pronto, foi eleito. Quem não tem que se infiltre. 

Em Marcelino Vieira a oposição tem mostrado não aceitar muito as ditas sanguessugas, o que é algo bom para a cidade, alguém que se oponha a má política. Recentemente vimos o caso do atual assessor de comunicações do município, e da presidente da câmara municipal, ambos saíram do grupo oposicionista.

A vereadora Verônica discursou em ponto de ser independente, sendo que em qualquer grupo ela se elegeria, a mesma era quem sempre denunciava as falcatruas da situação, alfinetava as lideranças situacionistas, os mesmos faziam com ela, e hoje está apoiando o mesmo grupo bicudo. Pela lógica, se a vereadora fosse independente não precisaria de grupos políticos, ganharia só. 

O assessor de comunicação ex padre Claudenes era uma das vozes árduas da oposição ao falar do grupo bicudo, suas comparações e associações do grupo ao mal e as forças malignas estremecia a cidade nos altos falantes dos carros. Hoje o mesmo é servidor do prefeito. E Você que votou no prefeito, trabalha de que? (risos). 

Em todas as análises, a conclusão que podemos chegar é que o grupo oposicionista além de ter os mais ativos e preparados vereadores, não acolhe, pelo menos por muito tempo, as sanguessugas políticas. O que mostra ser um passo importante para a cidade, já que a oposição obteve expressiva votação nas ultimas eleições municipais e mostrou força quando elegeu o governador Robson Faria na cidade de Marcelino Vieira. 

No entanto, se a verdade é o que parece ser, que todos se juntem por uma política coerente e séria, que todos se juntem para que os poderes, como o nome diz, possam fazer pela população, possam mostrar que política ainda se faz com políticos, mostrar que o estado tem o poder de fazer acontecer, que uma cidade pode crescer e se tornar potente, que a população seja beneficiada com o crescimento e desenvolvimento do município e não por esmolas e farelos de quem detém o dinheiro e o poder do povo.

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