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Pessoal dos direitos humanos deveria defender pena de morte no Brasil


Está sendo muito mal interpretada a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso, de que preferia morrer a cumprir pena numa prisão brasileira.
É má vontade achar que ele só disse isso por conta das condenações de seus colegas petistas pelo Supremo Tribunal Federal. Verdade seja dita, o ministro denuncia as precárias condições do nosso sistema penitenciário há anos. Ademais, na ocasião, foi perguntado sobre o assunto, não era um depoimento gratuito.
O que pouca gente percebeu é que a intenção de Cardoso foi a de prevenir os defensores da pena de morte de que apoiar esse ponto de vista é contraproducente por aqui. Se for para ser malvado com criminosos, nosso modelo é o mais aperfeiçoado do mundo.
Deixar como está é muito mais cruel e desumano do que execução por injeção letal ou gás. Acho que até enforcamento é mais civilizado do que viver nos esgotos que se tornaram as masmorras espalhadas por nosso país.
Porque, convenhamos, se o ministro realmente estivesse preocupado em melhorar as condições de nossas prisões, bastaria a ele exercer o cargo que ocupa. E aproveitar os quase R$ 250 milhões disponíveis para construção e reforma de nossos presídios, em vez de falar obviedades em público.
Esse dinheiro seria suficiente para construir oito unidades prisionais. Tudo bem que não resolveria o problema, já que temos cerca de 160 mil ordens de prisão decretadas e não cumpridas por falta de vagas. É um inferno literalmente sem fim.
Enquanto as autoridades discursam, os defensores de que criminosos têm de sofrer suplícios e castigos inomináveis deveriam ficar quietinhos. Relaxem e aproveitem a estrutura medieval perpetrada pelo mais abominável sistema prisional mantido em uma sociedade que se diz desenvolvida e democrática. Para que ser contra os direitos humanos no Brasil?
*Poste do blog "O Provocador" de Marco Antonio Araujo

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